Feminicídio, uma questão de berço

Feminicídio, uma questão de berço


Tenho por hábito buscar a compreensão das coisas a partir da origem de cada uma. O porquê me leva ou não à certeza capaz de conhecer a razão. Meu método especulativo. Nada de científico, mas para o meu conforto de análise.


Particularmente não vejo muita necessidade de sempre se estar criando novas tipificações de crimes. Entendo que não seja a abundância de leis que iniba o crime, pois, se tal fosse, o que mais temos aqui são regras. Tantas, a ponto de se conflitarem e serem o próprio motivo do aumento da impunidade, além do exagero de recursos a servir de manto para retardar ou até mesmo impedir uma punição.


De forma alguma me oponho à Lei 13.104 de 2015. Pelo contrário. A considero mais que uma simples lei, pois antes de colocar um feminicida atrás das grades como odiento, a lei aponta o dedo em condenação do Estado e da sociedade que sempre permitiram que a mulher não fosse colocada em seu devido lugar. Nem atrás, nem à frente, nem ao lado de nada!


Jamais, à luz da razão, deveria existir a necessidade de uma lei com tão triste definição: “o assassinato de uma mulher cometido por razões da condição de sexo feminino”.


Aquele que ataca a mulher não pode ter nascido de mulher!


Sempre entendi que o berço é o formador do caráter, uma vez que embalado pela mãe, na canção de ninar ela tira do próprio coração a matéria prima para construir o homem: puro amor e carinho.


O feminicida não existe. Existe sim, um monstro, que sai da mitologia para se transformar em um assassino de mulher. Das covardias, a mais covarde. Nada se pode alegar em sua defesa.


Iram Saraiva, Ministro Emérito do Tribunal de Contas da União


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