Como superei o problema de falta de foco

Como superei o problema de falta de foco


"Desde que fui diagnosticada com TDAH (Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade), entendi que o desafio do foco seria maior para mim do que para grande parte das pessoas. Por isso, há anos busco entendimento sobre gestão de tempo, gerenciamento de tarefas e o que estiver relacionado com o tema.


Apesar de alguns médicos afirmarem ao contrário, não consigo considerar como uma doença. Para mim, meu cérebro apenas funciona de uma forma diferente. Ter foco é desafiador. Ler, dependendo do assunto, pode levar horas… Quem tem TDAH, em geral, costuma ter dificuldade de acabar aquilo que começou. É difícil fazer uma coisa por vez. Mas, aí eu escuto: “Gabi, eu não tenho TDAH e tenho tudo isso!”.


Claro, hoje somos impactados por mais de 3 mil mensagens todos os dias! Além disso, são inúmeras informações, sistemas, aplicativos e gadgets que temos acesso. Nesse cenário, focar no que é preciso se tornou algo desafiador para toda a humanidade. E a paciência? Vem diminuindo…


Quem aqui fica confortável quando tem que esperar aqueles 5 segundos de propaganda do Youtube? Não conheço ninguém.


Depois do choque ao descobrir de onde vinham minhas dificuldades sociais, que começavam desde impulsividade e, até mesmo, falta de organização, atenção e acabativa, fui em busca de conhecimento. Aprendi bastante sobre foco e, o mais relevante, passei a ver que esse assunto não é um bicho de sete cabeças. Há diversas técnicas simples e de efeitos surpreendentes.


Vou compartilhar um pouco do que coloquei em prática e, quem sabe, isso possa ser decisivo para você alcançar aquilo que tanto deseja, assim como eu consegui!


O desafio do marshmallow e a falta de foco

Quando tinha algo grande para resolver, a vontade era de adiar. Queria deixar pra depois, afinal, ia levar muito tempo para terminar a tarefa. É assim que nós seres humanos agimos em situações complexas. As big rocks são esquecidas em um canto. Preferimos fazer aquilo que é mais fácil, mais rápido… Não é?


Sabe por que isso acontece? De vez em quando, nosso cérebro esquece que para tudo que fazemos existe um retorno. Nos falta inteligência emocional, pois sabemos que a recompensa dos nossos esforços pode demorar para acontecer. Então, acabamos focando naquilo que aparentemente tem um retorno mais instantâneo. O problema é que não necessariamente o que acontece mais rápido está relacionado com nossos objetivos e sonhos. É assim que perdemos o foco.


Sobre determinação, talvez já tenha ouvido falar do desafio do marshmallow. Em 1960, o psicólogo Walter Mischel, fez um teste com crianças de 4 anos de idade. Elas eram deixadas em uma sala sozinhas, com alguns marshmallows. Aquelas que resistissem aos doces, poderiam comer mais quando o tempo de espera passasse. As reações das crianças foram as mais variadas e engraçadas: umas cheiravam, outras lambiam, mas não comiam e algumas não aguentaram.


Citei esse teste porque o mais interessante vem depois. Passaram 40 anos desse estudo e 57 dessas crianças foram procuradas para complementar a pesquisa. Incrivelmente, aquelas que resistiram ao marshmallow ainda eram capazes de manter o foco para obter a recompensa mais adiante. E as demais, permaneciam com problemas de concentração e de contenção dos impulsos.


21 dias para reprogramar o cérebro

Foco tem relação direta com persistência e, para desenvolver isso no meu dia a dia, precisei começar por desafios menores. Se não conseguia vencer algo maior, optava por baby steps. Os neurocientistas confirmam que 21 dias de determinação e disciplina podem mudar um hábito e reprogramar o cérebro. Por isso, criei um desafio simples para mim: ficar 21 dias sem ingerir açúcar industrial.


Esse era o meu desafio do marshmallow. Sabia que se conseguisse superar esse obstáculo, reprogramaria meu cérebro para ter mais confiança, determinação e, por consequência, foco.


Resistir não foi fácil. Furei alguns dias, mas não desisti. A primeira tentativa do desafio foi um fiasco. A segunda um pouco melhor. Sempre surge um aniversário de criança, um casamento ou um café de família para arrumar um motivo e adiar o que precisa ser feito.


Comecei a identificar que algo similar estava acontecendo em diferentes áreas da vida. Arrumamos desculpa para tudo, mas, ao final, a decisão é sempre nossa. Mesmo não tendo vencido o meu próprio desafio, fui sentindo efeitos positivos diários e o fortalecimento da persistência.


Depois de algumas tentativas - sinceramente, não lembro mais quantas foram - resolvi virar a chave. Eu precisava provar para mim mesma que conseguiria.


Se não fosse possível vencer algo tão simples como esse desafio, não conquistaria confiança para dar saltos maiores na esfera profissional.

Começar foi fácil. O principal desafio estava em terminar. Aos trancos e barrancos, cheguei ao final. Perdi um pouco de peso, fiquei empolgada e praticamente eliminei o açúcar industrial da vida. No total, perdi 12 quilos. Claro que outros fatores também influenciaram esse resultado. Mas o peso para mim seria algo além do objetivo, veio de brinde. Meu maior ganho foi a autoconfiança para ter foco e persistir nos meus objetivos.


7 métodos para obter mais foco


Comecei a adotar outros métodos, testei diversos. Uns podem funcionar para mim e, talvez, não para você. O fundamental é tentar as mais variadas técnicas e ver qual se encaixa melhor para cada um. Abaixo, cito 7 delas. Por mais simples que possam parecer, fizeram uma considerável diferença na minha gestão de tempo e foco. Espero que possa lhe ajudar:


Regra dos 3 minutos: qualquer coisa que leve menos de 3 minutos e seja primordial deve ser realizada in time. Isso serve para aquele email que precise responder, aquele convite de reunião que está sendo adiado e qualquer pequena ação. Parece simples, mas sua rotina muda. Seu cérebro para de competir a atenção com o que está pendente e foca no que é preciso.


Get Things Done: criada por David Allen, autor do livro “Getting Things Done”, é uma metodologia simples e pode ser adotada por qualquer pessoa. Resume-se em cinco etapas para organização do que precisa ser feito: coleta, processamento, organização, revisão e execução. Consegui otimizar meus hábitos com essa técnica. Caso queira aprender um pouco mais, sugiro a leitura do livro.


Menos canais de organização: somos impactados por diversos meios de comunicação, o que facilmente pode nos deixar perdidos nas prioridades. Ou seja, perdemos o foco facilmente. Por essa razão, decidi usar apenas um meio de gestão de tarefas, escolhi o aplicativo Google Keep. Sinta-se livre para achar o que mais funciona para a sua forma de organização. Uma dica interessante é: quando receber demandas fora do seu canal principal de controle, direcione a pessoa para o local ideal e registre na mesma hora, pois é fácil cair no esquecimento quando pensamos ou dizemos “depois eu anoto”.


Selecione as informações: foi comprovado que o cérebro humano fica cada vez mais lento devido a quantidade de informação contidas nele. Compare a um computador, quanto mais dados, mais lento ele fica. O cérebro precisa ser aproveitado para tomadas de decisão significativas, resolução de problemas, criação e inovação. Para isso, o costume de selecionar o que realmente faz mais sentido e deixar isso gravado irá ajudar a focar. Siga a regra: anote tudo que for possível e tenha isso organizado!


Big Rocks: tenha sempre as suas. Quais ações são indispensáveis realizar neste mês para chegar onde quer? Agora, selecione por semana o que é mais imprescindível. Depois, planeje por dia as suas Big Rocks. Para mim, é comum não conseguir fazer todas. Em função disso, estabeleço no máximo 3 por semana. Se não conseguir, siga tentando. O importante é não desistir. Pense o seguinte: esse mês talvez tenha realizado 50% das Big Rocks, mas imagine se não tivesse programado nada? Talvez estivesse ainda mais longe dos seus objetivos.


Pomodoro: desenvolvida pelo italiano Francesco Cirillo, a técnica Pomodoro tem o objetivo de estimular o foco do cérebro. Funciona assim: você trabalha com atenção em apenas uma única coisa por 25 minutos. Quando encerrar o primeiro bloco, faz um pausa de 5 minutos. Nessa etapa, o recomendado é alongar ou se movimentar. Depois de retomar a técnica, no quarto bloco é feita uma pausa maior para o cérebro, são 30 minutos antes de voltar ao trabalho.


Treine Meditação: não poderia encerrar esse artigo sem citar uma das coisas mais essenciais para a minha obtenção de foco: o treinamento de meditação. Quero ainda destacar que não tem a ver com religião, nem nada. É fato científico. Um exemplo é a pesquisa realizada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. Cientistas fizeram exames de neuroimagem em 39 voluntários. As pessoas que tinham a prática de treinar meditação por pelo menos três anos, eram as que apresentavam um cérebro mais eficiente em tarefas que exigem muito foco. Aprendi a praticar no DeRose Method e indico para quem quiser experimentar.

Essas são algumas das técnicas e metodologias que adotei e foram decisivas para a minha obtenção de foco. Vale lembrar que trabalhar demais não é foco! Procure trabalhar bastante sim, mas foque no que é mais importante para você.


Caso também tenha técnicas de concentração, foco e determinação, comente aqui para todos.


Curta e compartilhe esse post, ele pode servir de apoio para algum amigo seu que esteja buscando mais foco na vida e no trabalho."


Por Gabi Gonçalo


Fonte: https://www.linkedin.com/pulse/como-superei-o-problema-de-falta-foco-gabi-gon%C3%A7alo/


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